Skip to main content

Comunidades de Energia

Mais Energia Limpa

CER e Cogeração 

O Município do Porto é um dos fundadores da nova Associação de Comunidades de Energia Renovável do Norte de Portugal, uma iniciativa pioneira que visa impulsionar a criação de comunidades energéticas na região. Esta associação reúne autarquias, instituições académicas e outras entidades locais com o objetivo de promover a produção de energia renovável e a autossuficiência energética, reforçando a colaboração entre cidadãos, empresas e organismos públicos. 

Alinhada com as metas de neutralidade carbónica, esta iniciativa pretende reduzir a dependência de combustíveis fósseis e aumentar a resiliência energética, consolidando o compromisso do Porto em liderar a transição energética e criar uma rede sustentável de energia para o futuro. 

No Município do Porto existem três projeto inseridos neste âmbito.

A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP)

tem estado envolvida no desenvolvimento de tecnologias e soluções que contribuem para a redução de emissões de carbono com o objetivo de criar condições para que as metas nacionais e internacionais nas emissões se cumpram, até 2050. Destacam-se as seguintes opções: 

  1. “Auto gaseificação” de biomassa para utilizar em motores de combustão interna com produção simultânea de eletricidade e calor (calor + frio).
  2. Produção de combustíveis sintéticos efuel.
  3. Unidades de cogeração convencionais com utilização de gases renováveis.

Segundo o investigador da Secção de Fluidos e Energia do Departamento de Engenharia Mecânica da FEUP, José Luís Alexandre, pode-se afirmar que estamos na presença de uma nova geração de unidades de cogeração, que podem utilizar gás natural com mistura de hidrogénio (H2NG) ou outro tipo de gases renováveis. 

Numa fase inicial, estas misturas podem variar até 25%, mas, no futuro, a utilização de máquinas térmicas (motores) com 100% de hidrogénio é uma possibilidade muito viável.  

As misturas de menor percentagem de H2 fazem com que os motores não necessitem de grandes adaptações técnicas, por outro lado, a utilização de 100% de H2 é um grande desafio, uma vez que a sua queima direta origina altas temperaturas e consequentemente a produção de NOx (óxidos de azoto).  

Nestes casos, a cogeração ou tri-geração pode ser uma solução de tecnologia interessante, representando um futuro promissor, quer numa fase inicial com a utilização de gás natural, quer na utilização de misturas com combustíveis sintéticos (metano sintetizado). 

Referindo um exemplo prático, o Hospital de São João tem uma unidade de CoGeração moderna e a operar há mais de 12 anos com uma produção de eletricidade. Mas esta Unidade Hospitalar não é a única. O Hospital de Viseu está também a instalar, no âmbito do PRR, uma unidade de última geração que tem a capacidade de utilizar HyBlend até 25% em H2, podendo ir até um valor superior. Estas unidades, para além do H2NG, podem ser alimentadas a biogás de aterro sanitário, biogás de biogestores de efluentes urbanos ou efuels. 

A Comunidade de Energia Renovável do Futebol Clube do Porto representa

um importante passo na contribuição do clube para a sustentabilidade ambiental e para a neutralidade carbónica, objetivo que o Pacto do Porto para o Clima visa atingir até 2030. Em parceria com a Green Volt, o projeto prevê a criação de duas comunidades de energia no Estádio do Dragão e no Centro de Treinos do Olival. Estas infraestruturas contarão com a instalação de mais de 2 mil painéis solares, capazes de gerar mais de 1.500 MWh por ano, permitindo reduzir as emissões de CO2 em 420 toneladas anuais, o equivalente à plantação de cerca de 20 mil árvores. Além disso, o clube disponibilizará soluções de carregamento de veículos elétricos, reforçando o compromisso com a descarbonização e a mobilidade sustentável.  

O Mercado Abastecedor do Porto iniciou a instalação de um sistema

de produção de energia fotovoltaica para autoconsumo. 

  • Potência a Instalar: 1,5 MWp 
  • Redução Anual do Consumo da Rede: 1,68 GWh 
  • Redução Anual Estimada de Emissões de GEE: 430 toneladas 

A AdEPorto tem apoiado este processo desde a sua conceção, estando agora a acompanhar a obra, garantindo a sua execução eficiente. 

Este projeto, alinhado com os objetivos do Pacto do Porto para o Clima, permite ao Mercado Abastecedor do Porto dar um passo significativo na direção da descarbonização das suas instalações e atividade. 

Equipa do Projeto

José Luís Alexandre

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Leave a Reply